domingo, 7 de dezembro de 2014

Velha Guarda da PORTELA (Doce recordação - 1986)


 
VELHA GUARDA DA PORTELA
(Doce recordação - 1986)
 
01- Hino da Velha Guarda da Portela
02- Você não é
 tal mulher - Para o bem do nosso bem
03- Flôr do interior
04- Fui condenado
05- Nuvem que passou
06- Doce amor
07- Vai mesmo
08- Madrugada
09- Mau procedimento - Mulher ingrata - Nega danada (Que mulher)
10 - Esqueça
11-  Doce recordação
12- Cidade mulher

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

PORTELA (Memórias - 2005)

MEMÓRIAS DA PORTELA
 
Portelenses ilustres como, Hiram Araújo, Waldir 59 e Noca da Portela
 
 
Em 1935, a Portela foi campeã do primeiro desfile oficial do carnaval carioca. A escola de Monarco, Natal e Paulinho da Viola foi também a primeira a abusar das alegorias, a levar destaques nos carros alegóricos e a uniformizar a comissão de frente. 
 
"Se for falar da Portela, hoje não vou terminar". Não dá para imaginar o quanto estava correto este samba, e como essa escola veterana tem histórias!
 
A reunião foi no quintal de Tia Surica, cozinheira de mão cheia e dona de uma voz privilegiada no coro da velha guarda. 
 
A alegria e a simplicidade desses encontros escondem a verdadeira definição da Portela: é a nobreza do samba. A escola - que foi 21 vezes campeã do carnaval - possui até hoje uma linhagem de sambistas de fazer qualquer um ajoelhar em reverência. 
 
A começar pelo fundador: Paulo Benjamin de Oliveira, o Paulo da Portela, tornou as rodas de sambistas um lugar de honra, que podia ser freqüentado por todas as famílias. Assim nasceu a escola de samba. 
 
"Na oficialização do desfile, o Paulo fez em 1935 "Cidade Mulher", para agradecer às autoridades a oficialização dos desfiles das escolas de samba que eram vistas como marginais", conta Monarco, da velha guarda. 
 
É de Paulo o samba enredo do primeiro campeonato da Portela, no desfile oficial de 1935, sobre as belezas da Guanabara. 
 
"Cidade quem te fala é um sambista, anti-projeto de artista, seu grande admirador". 
 
Nos anos 40, a Portela recebeu a ilustre visita de Walt Disney. O rei dos desenhos animados descobria a sedução do samba.
 
Foi Paulo da Portela quem ensinou Jair do Cavaquinho a dançar o miudinho, o passo mais tradicional do samba. 
 
Dodô foi a primeira porta bandeira da escola. Ela se orgulha de ter recebido a bandeira das mãos do próprio Paulo. 
 
Já sob o comando do velho Natal, a Portela desfilou para a Duquesa de Kent. O samba que conta essa história é da autoria do mangueirense Cartola.
 
Mas sambas e bambas nunca faltaram à escola de Oswaldo Cruz. Além de Monarco, e Waldir 59, Candeia, Zé Ketti, tantos outros. 
 
Em 1964, a Portela foi campeã contando o casamento do imperador. Na Avenida, violinos acompanharam o samba. 
 
Em 1966, um jovem compositor chegou a Portela. A nobreza ganharia seu príncipe. Paulinho da Viola tinha 22 anos quando compôs um samba campeão, com 45 versos, difícil de cantar. Hoje nem ele consegue lembrar direito.
 
Surica saiu puxando o samba naquele ano. Toda a velha guarda lembra muito bem. 
 
Nos anos 70, a Portela produziu sambas memoráveis. Quem não se lembra do antológico "Ilu Ayê"? Em 1974, a homenagem a Pixinguinha ficou para a história. Naquele ano o carnavalesco Hiram Araújo não cumpriu uma obrigação.
 
"Um pai santo disse que eu tinha que tomar cachaça eu falei que cachaça eu não bebia, perguntei se não podia ser outra coisa, ele disse que não. Aí eu falei que não ia beber. Então ele disse para mim e para o Natal que a Portela ia ficar 30 anos sem ganhar um título", conta Hiram. 
 
Em 1995, um sambão de Noca da Portela ficou na memória, mas também não levou título. Este ano tem samba de Noca de novo.
 
Mas voltando ao passado, sabem aquele samba de Paulinho da Viola que emociona qualquer portelense? Nasceu de um fato real. Ainda menino, Paulinho viu a escola entrar na Avenida Rio Branco. O samba rompia a alvorada e conquistava o coração do sambista.


"Quando a Portela passou, eu estava em um lugar privilegiado, eu vi tudo iluminado. Tinha um conjunto de luzes. As pessoas passavam e gritavam 'já ganhou'", conta Paulinho da Viola: "Foi um rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar". 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Alvaiade e Parceiros



ALVAIADE e parceiros

1- Brasil (Alvaiade e Nilson Gonçalves) com Ataulfo Alves e suas pastoras
Samba do GRES PORTELA. Gravado em 19.10.1944 e lançado em dezembro de 1944

2- Eta Rio (Marcha de Alvaiade, Nicola Bruni e A. F. Silva) com Odete Amaral

Gravado em 20.08.1943 e lançado em outubro de 1943

3- Pensando no futuro (Alvaiade e Djalma Mafra) com Ciro Monteiro
Gravado em 10.05.1944 e lançado em julho de 1945

4- Você quis (Alvaiade e Nicola Bruni) com Odete Amaral
Gravado em 05.11.1942 e lançado em janeiro de 1943

5- Deus me ajude (Alvaiade, Estanislau Silva e Humberto de Carvalho) com Ataulfo Alves e sua Academia de Samba
Gravado em 11.09.1942 e lançado em dezembro de 1942

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Alcides Malandro Histórico (Não Adianta Chorar - Conjunto Oswaldo Cruz )1929


 
Não adianta chorar (1929)
(Heitor dos Prazeres)
Interprete:  Alcides Malandro Histórico



Obs:  Samba que deu título ao "Conjunto Oswaldo Cruz" (atual Portela) no 1º "Concurso de Samba" da História, em 1929, realizado no bairro do Engenho de Dentro na casa do Legendário Zé Espinguela, segundo versa a Historiografia do Samba.

domingo, 20 de julho de 2014

CLARA NUNES (A voz adorável de Clara Nunes - 1966)


 
CLARA NUNES
A voz adorável de Clara Nunes (1966)
 
Amor Quando é Amor
Ai de Quem
Poema do Desencontro
Convite
Encontro
Adeus Rio
De Vez Em Quando
Tempo Perdido
Sonata de Quem é Feliz
Canção de Sorrir e Chorar
Enredo
Dia da Esperança

sábado, 19 de julho de 2014

PORTELA 1985 (Preparativos)


 
Apresentação do enredo da Portela 1985 - "Recordar é Viver"

Entrevista com Paulinho (diretor de harmonia).
Entrevista com Alexandre Louzada, falando sobre o enredo "Recordar é Viver"
Imagens de Mestre Marçal e Ensaio da Escola

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Zé Keti (Filme - Rio, Zona Norte - 1957)


 
Mestre Zé Keti
 
Rio Zona Norte (1957)
Este filme foi baseado na vida do compositor Zé Keti.
Músicas são todas da sua autoria.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Os Mensageiros do Samba da PORTELA


OS MENSAGEIROS DO SAMBA DA PORTELA
 
Da esquerda para a direita, Jorge do Violão, Arlindo, Casquinha e Picolino

domingo, 19 de janeiro de 2014

Maria Lata D'Água (Passista)

 
Maria Lata D´Água (1967)
 
 
A PORTELA sempre foi celeiro de nobres sambistas e além de sua forte Ala de Compositores, a Escola de Oswaldo Cruz também sempre mostrou pujança em seus Passistas!
 
Mulata que ficou famosa no carnaval por sambar com lata na cabeça é exemplo de vida para os mais jovens.
 
A lata d’água desceu o morro sambando, ganhou o mundo gingando e agora repousa embalada hoje, pelas asas do Espírito Santo. Uma das mulatas mais famosas do carnaval carioca, Maria Lata D’Água, trocou as serpentinas pelo rosário de Nossa Senhora. O samba enredo deu lugar às orações.
 
Maria Mercedes Chaves não se envergonha do passado no mundo do samba. Ela, que enfrentou toda sorte de infortúnios, venceu as próprias misérias para se fazer testemunho de vida. A passista vaidosa que encantou o mundo nas décadas de 50, 60 e 70 continua gostando da beleza, mas aquela que espelha Deus para os outros. “Tudo que fiz de errado Deus fez virar adubo para nascer a nova árvore.”, observa a antiga passista.
 
Maria Mercedes nasceu numa família pobre em Diamantina (MG), onde aprendeu a levar latas de água na cabeça. A prática lhe abriria as portas do sucesso.

Ao se mudar para o Rio de Janeiro, conheceu a vida dos morros.  O rosto bonito e o corpo de passista encantavam a todos. Através de um convite começou a fazer shows de samba. Foi quando a lata d’água reapareceu em sua vida. “Tivemos que improvisar num show em um circo. Me lembrei da lata de água e sai sambando com ela na cabeça”, lembra.
 
O sucesso do número a levou para palcos cada vez mais importantes, no Brasil e na Europa.
 
Conheceu artistas e tornou-se a Maria Lata D’Água, imortalizada no samba “Lata d’água”, de Luís Antonio e Jota Júnior, de 1952.
 
As apresentações e o casamento com um suíço a fizeram morar na Europa por 30 anos. Voltou ao Brasil em 1982, pendurou as chuteiras em 1990 e ficou viúva em 2001.
 
Com o tempo tornou-se evangelizadora e intercessora, e exemplo de vida. Garante que não se arrepende. “A vida que tive me trouxe para Deus”, afirma Maria Mercedes.
 
 Exemplo da personificação do gingado do samba, Maria Lata D´Água sempre estará na lembrança não só do torcedor Portelense, mas do amante do verdadeiro samba!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Velhas Guardas (Programa Tudo é Música - TVE)


 
O Programa Tudo é Música - Especial sobre as Escolas de Samba foi uma série exibida pela TVE, na década de 80. Apresentado por um dos maiores pesquisadores do samba, José Ramos Tinhorão, a série reúne as Velhas Guardas da PORTELA, da Mangueira, do Império Serrano e do Salgueiro em diferentes programas.
 
Salve elas!